A saga de filmes Star Wars gerou uma legião de fãs, desde 1977, quando seu primeiro filme foi lançado. De lá pra cá, os fãs contam com novas aventuras, que se desenrolam em torno dos principais personagens: Darth Vader, Luke e Princesa Leia. 

Se pararmos para pensar, boa parte da ficção busca imitar a realidade, de modo a abrir os olhos daqueles que a consomem. Seja por meio de filmes ou livros, a ficção sempre teve esse papel de alerta. 

Desse modo, Star Wars não é diferente. Nele podemos ver até que ponto o homem pode ir instigado pelo poder, podemos ver também questões políticas, e a dicotomia entre o “lado mal e o lado bom da força”, que dividem os fãs entre aqueles que gostam de Darth Vader e aqueles que preferem o Luke. 

Pensando nisso, hoje trouxemos mais um artigo para coleção sobre Star Wars e que passa um pouco mais de conhecimento sobre a filosofia por detrás de Darth Vader. 

Quem é Darth Vader? 

Reconhecido como um dos maiores vilões da história do cinema, Darth Vader é um dos protagonistas da saga Star Wars, desenvolvido por George Lucas. Com sua máscara escura, e respiração mecânica, o personagem tem inspirado gerações, ao passo que também deixa muitos enigmas devido sua caracterização. 

Mas quem é esse personagem? Nascido em Anakin Skywalker, Darth vader serviu a república Galáctiva, e escolheu o seu lado político para servir, quando mais velho, até que enveredou ao poder tornando-se Lorde Negro dos Sith. Posteriormente, casou-se secretamente com Padmé Amidala, Senadora de Naboo, e teve com ela dois filhos, Luke Skywalker e Leia Organa. 

Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, sua vida não foi muito fácil. Darth Vader já foi preso e escravizado no planeta Tattoine, e foi libertado graças ao seu Mestre Jedi Qui-Gon Jinn. Entretanto, após a morte de seu mestre, a Darth foi atribuída a profecia do Jedi, aquele que trairia o equilíbrio da força e destruiria os guerreiros Sith. 

Sendo assim, a partir desse ponto, Darth passou a ser rebelde e a desrespeitar seu novo mestre, Yoda. Por meio disso, o personagem tornou-se altamente frustrado e com rancor, o que levou a tomar decisões não tão sábias. Desse modo, após uma guerra psicológica, instigada pelo Supremo Chanceler Palpatine, Anakin transforma-se em Lord Darth Vader

Por fim, já em seus dias finais, Darth tenta reencontrar o seu filho, Luke, para se redimir. 

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Thomas Hobbes e Star Wars 

A quem diga que toda a história de vida de Darth Vader contada acima se assemelha muito com uma das obras de Thomas Hobbes, O Leviatã. Vamos entender o porquê, mas antes que tal entendermos a obra de Hobbes? 

De acordo com o autor, o ser humano é naturalmente egoísta e movido pelo medo da morte, pela insegurança e pela busca incansável de seus interesses. Desse modo, somente o Estado é capaz de controlar essa mente humana, através da punição.

Em O Leviatã, Hobbes acredita que a “igualdade” entre os humanos só seria possível por meio de um contrato social, onde o coletivo concordava com algumas regras ditadas pelo soberano. Dessa forma, esse contrato seria válido até enquanto o soberano pudesse proteger o coletivo das ações do próprio homem. 

Tudo isso está contextualizado através da ideia de estado de natureza, que seria o estado em que o homem se mostra como homem, e é capaz de fazer qualquer coisa na sua busca incansável pelos seus próprios interesses. Sendo assim, sem nenhum órgão para colocar “ordem na casa”, o homem torna-se sem limite. 

Entretanto, para abolir esse caos, os humanos devem aderir ao contrato social, onde a coletividade está acima de tudo, a condição de guerra entre os homens é desfeita, já que existem limites e proteção, por meio de um soberano absoluto e indivisível. Por outro lado, caso o soberano falhe em seu contrato, o homem retorna ao seu estado de natureza. 

E como fica isso tudo em Star Wars? 

O termo Leviatã é uma transliteração para o termo original levyathan, que significa monstro marinho. Para Hobbes Leviatã seria a imagem do homem em seu estado da natureza, onde nada pode barrá-lo. 

Entretanto, para Thomas é necessário um poder superior ao homem para colocar ordem no convívio. Porém, essa ordem não é um poder divino transferido a algum homem, como muitos pensavam. 

Na saga de Star Wars podemos ver essa questão nitidamente. No filme Star Wars 3: a vingança dos Sith, o chanceler Palpatine, aquele mesmo que promoveu a guerra psicológica em Darth Vader, consegue convencer toda a República que ela precisa passar por uma transformação, e torna-se um Império. 

Em sua busca pelos objetivos pessoais, Palpatine aciona o Senado e os convence de que os Cavaleiros Jedi estão tramando uma rebelião contra o Governo, e que esses devem ser impedidos, em nome do contrato social e da sua função como soberano. Sendo assim, os soldados clone começam a eliminar todos os Jedi. 

Já no filme Star Wars IV: uma nova esperança, Darth Vader assume a liderança, depois de ter migrado para o “lado mal da força”, fruto da profecia do Jedi, assumindo o papel de soberano, que garante os limites e as regras que devem ser seguidas pelo coletivo. 

Mas por que retornar a um Império? 

Atualmente vivemos em uma República Democrática de Direito, onde temos a liberdade para escolhermos um representante. Portanto, retornar a um Império, onde o poder se concentra em uma única figura pode parecer um retrocesso. 

Entretanto, a motivação para isso na saga é simples: o povo abre mão de sua liberdade em busca de segurança e paz social. Segundo O Leviatã, mesmo que o monstro faça mal, ele ainda vale a pena. Assim se faz no contexto de Star Wars: mesmo que minha liberdade seja negada, ainda vale a pena já que terei segurança. Isso porque viver no estado de natureza, segundo o autor, não traz nenhum benefício. 

Logo, o Império incute nos súditos a ideia de um ataque, e que a população necessita da proteção do soberano para não sofrer com nada.

Conclusão 

Entender o contexto político pode não ser fácil, entretanto, com a ajuda da ficção essa tarefa pode ser mais agradável. O universo Star Wars é uma ótima forma de enxergar as disputas entre o imperialismo e a república, e como a negação da liberdade do povo pode favorecer a concentração de poder na mão de um soberano, que muitas vezes pode ser tirano, e elevar as próprias vontades acima do bem comum.

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