Modelos e escalas no plastimodelismo mais comuns

Falar em escalas e modelos no plastimodelismo pode parecer relativo. São características amplas e até mesmo particulares da atividade. Mas, separamos alguns exemplos e a escala proporcional mais típica de cada um, vamos falar um pouco de cada para que você comece os trabalhos no plastimodelismo com o pé direito.

Diferentes tipos de escalas no plastimodelismo

Vamos lá! Pode parecer um pouco complexo, mas, encontramos alguns exemplos para tornar a compreensão mais simples. As informações abaixo são uma reprodução do site SP modelismo, disponibilizadas por um especialista. As análises são feitas por Schnauzer e acho que você vai gostar da explicação de cada um dos tipos de escala, no plastimodelismo.

Escalas Geométricas

Escala Linear

A escala dos modelos é conhecida como escala linear. Ela é unidimensional, por isso esse nome. Ele relaciona uma dimensão (altura, comprimento, largura) do modelo real com o modelo em miniatura. Se um kit está na escala 1:4, significa que se colocarmos quatro miniaturas enfileiradas, tem-se o tamanho do modelo real.

Escala Superficial

Em escalas no plastimodelismo, a escala linear não vale para propriedades que tenham mais de uma dimensão. Se

você calcular, por exemplo, a área de uma figura em escala, verá que a diferença não é proporcional à escala linear.

Exemplo: imagine uma figura com tamanho original e outra, representada na escala (linear) de 1:2, ou seja, seu comprimento é metade da original. A área da figura menor corresponde a 1/4 da figura maior e não 1/2.

Essa propriedade vale para qualquer figura, independente de sua forma. Assim, a escala de superfície é dada por:

 Es = (El)²

Plastimodelismo também é raciocínio, viu só?

Escala Volumétrica

Se usarmos o mesmo raciocínio da escala de superfície, teremos algo análogo em propriedades tridimensionais (massa, volume, resistência), sendo que a escala volumétrica seria o cubo da escala linear. 

No plastimodelismo essa proporção não é significativa, pois os materiais são diferentes, dentro dos kits não existem todas as peças do original, etc. Isso é importante, porém, no aeromodelismo e nautimodelismo, pois o cálculo da massa do modelo deve manter a proporção do real, de modo que as regras aerodinâmicas sejam mantidas.

Esses três tipos são escalas geométricas, ou seja, garantem a semelhança do modelo no aspecto de sua forma (medidas e ângulos). Além dessa, existe a semelhança cinemática. Ou seja, se um modelo se move em velocidades, direções e tempos proporcionais, eles têm similaridade cinemática. Quando modelos tem similaridade geométrica e cinemática, dizemos que ele tem similaridade dinâmica.

Escala da Velocidade

Embora possa parecer, a escala da velocidade não é linear. Ela é importante no cálculo de velocidade de modelos móveis, principalmente no automodelismo e ferreomodelismo. Essa proporção é dada pelo número de Froude (ou de Mach,

uma vez que anulando os termos constantes ambos são iguais). 

Essa razão pode ser definida como: 

Ev = 1/√(El)  

onde Ev é a escala da velocidade e El é a escala linear.

Exemplo: Se um automóvel real anda a 80km/h e o modelo está na escala 1:25, então sua velocidade deverá ser: 

Ev = 80/√(25) e finalmente:

Ev = 80/5 =Ev = 16 km/h.

Escala de Rotação

Em escalas no plastimodelismo, a de rotação é importante para o cálculo de velocidades de rotação de hélices de aviões, helicópteros e navios. Curiosamente, essa escala faz com que a rotação seja maior que o original. Se considerarmos que a rotação (chamada também de

velocidade angular (W)) é igual:

⍵=𝑣/R

onde ⍵ é a velocidade angular instantânea, 𝑣 é a variação no espaço em função do tempo e R, o raio.

  aplicando a relação de velocidades anterior e a relação linear para o raio das hélices, teremos: 

Er =√(El) 

onde Er é a escala  de rotação e El é a escala linear.

Exemplo: Uma hélice gira a 300 rpm. Em um modelo na escala 1:9, a rotação será: 

Er = 300 x √(El) , substituindo os valores na equação, tem-se:

Er = 300 x  √(9) , resolvendo a raiz quadrada

Er = 300 x 3 , chegamos ao resultado a seguir:

Er = 900 rpm.

Iluminação da maquete

Neste caso, o especialista que usamos para exemplificar os termos acima, diz em seu texto que se questionado em como faria a escala de uma maquete iluminada, por uma lâmpada de 60W, por exemplo, não saberia responder.

Mas, ele explica que é importante notar que em um caso desses, a maquete precisaria estar em um ambiente totalmente escuro, pois somente assim estaria livre de luzes externas. Além disso, o ar entre a luz e a maquete não pode ser reduzido, o que leva à necessidade de diferentes tons de luz.

Mas, acho melhor pararmos por aqui, porque o assunto está ficando muito complexo. 

Se você ficou interessado em saber mais sobre o mundo do plastimodelismo, não deixe de pesquisar e mergulhar nesse assunto cheio de curiosidades e aprendizado.

Deixamos aqui a nossa contribuição para esse hobby tão criativo e recheado de histórias bacanas ao longo de seus anos de existência.

Saiba mais sobre o plastimodelismo no Brasil e no mundo, acessando o texto: O plastimodelismo e a Segunda Guerra Mundial