A história do plastimodelismo no Brasil e sua origens 

O plastimodelismo é uma prática muito antiga que consiste na confecção principalmente de plastimodelismo de aviões e de barcos em escala reduzida, ampliada ou em tamanho real.

A atividade que se tornou um hobby pelo mundo todo, foi vista pela primeira vez com uma finalidade bem diferente da atual.

O plastimodelismo e a Segunda Guerra Mundial

Aeronaves eram montadas pelos centros de comando, em miniaturas a fim de ensinar os soldados a identificar a silhueta de aviões amigos ou inimigos, durante a Segunda Guerra Mundial. As miniaturas eram usadas também para observar e planejar ataques e ajudar os soldados a se defender. As peças eram utilizadas em cima de mapas ou em reproduções do cenário de guerra. Curioso, não?

Por falar na Segunda Guerra, foi também durante ela que surgiu a baquelite. O primeiro material plástico do mundo. A resina sintética é fácil de moldar, barata e no Brasil, é conhecida como fórmica.

A baquelite ou fórmica foi uma revolução para o mundo e claro, mudou para melhor, os rumos do plastimodelismo; Nessa época, nem tão detalhado nem obedecendo as escalas que conhecemos hoje em dia.

Plastimodelismo: Brincadeira de criança e de adulto

Com a descoberta de novos materiais, as fábricas passaram a desenvolver brinquedos de montar para crianças. E foi assim, de brincadeira em brincadeira, que as fábricas perceberam o interesse também dos adultos pelos “brinquedos”.

As peças de montar começaram a ser comercializadas também em forma de “kits”

mais detalhados e complexos, para a alegria dos maiores.

Lembrando que a atividade de plastimodelismo pode ser desenvolvida por hobby, passatempo ou até mesmo de maneira profissional.

Quem pratica o plastimodelismo é chamado de modelista. A atividade vem se tornando assunto muito sério e já vai além das tradicionais réplicas. É comum hoje em dia, encontrarmos modelistas que confeccionam cenários inteiros.

Os modelos cuidadosamente elaborados e a riqueza de detalhes saltam aos olhos.

Além de aviões, barcos e carros, estes artistas confeccionam personagens, roupas, edificações e formam histórias completas.

Além da diversão, quem pratica o plastimodelismo, desenvolve uma série de habilidades, como:

  • a habilidade manual, 
  • o raciocínio lógico, 
  • concentração, 
  • reflexos, 
  • criatividade, 
  • pesquisa histórica ou específica e muito mais.

Quero começar a praticar plastimodelismo, o que preciso?

Primeiro passo no plastimodelismo

Apesar de o céu ser o limite, não é preciso dispor de uma grande quantidade de ferramentas para iniciar no plastimodelismo,. Um iniciante, precisa basicamente de: 

Depois de dar o primeiro passo, conforme o modelista aprimora suas habilidades, adquire novos materiais para executar as tarefas. É um trabalho minucioso e artístico, que exige paciência e dedicação.

Próximo Passo no plastimodelismo

A lista de possíveis materiais a serem utilizados é extensa, mas, não se assuste. Enumeramos as ferramentas de plastimodelismos mais conhecidos e comuns para aguçar ainda mais, a sua curiosidade sobre o assunto:

  • Fitas, 
  • massas, 
  • colas, 
  • fundos, 
  • pincéis, 
  • alicates, 
  • estilete (tipo bisturi), 
  • lâminas, 
  • tesoura, 
  • pinça, 
  • lixadeira, 
  • limas, 
  • régua, 
  • espátula, 
  • aerógrafo, 
  • compressor, 
  • máscara de pintura e muito, muito mais que você possa imaginar.

Tudo vai depender da complexidade do kit escolhido e da sua criatividade para agregar à cada peça escolhida.

Como o plastimodelismo chegou ao Brasil?

Os pioneiros do plastimodelismo em 1958 no Brasil

Quem sabe uma das marcas mais famosas, que comercializam kits para montagem seja a Revell. Ela é também a primeira a ser vendida no Brasil por meio da empresa Kikoler.

Os pioneiros do plastimodelismo no Brasil foram o Senhor Arno e Maurício Nhuch; isso em 1958.

Inicialmente, o Brasil importava os kits de plastimodelismo dos Estados Unidos e posteriormente, graças a uma parceria com a empresa Kikoler, passou a confeccionar os modelos com os moldes originais, no Brasil. Foi uma longa negociação entre Revell e Kikoler, que exigiu convencimento e confiança.

No acordo inicial, três modelos foram escolhidos para compor a linha de lançamento: Boeing 707, Liberator B-24 (avião da Segunda Guerra) e o B-52 (avião militar).

E deu certo! O plastimodelismo no Brasil foi um sucesso e a Kikoler se tornou referência no assunto. A empresa passou a patrocinar eventos, trazer novidades e divulgar o “brinquedo” de adultos em revistas infantis da Editora Abril. Entre as décadas de 60 e 90, o plastimodelismo virou febre no país.

Fechamento da Kikoler em 1991 e os impactos no plastimodelismo

Anos mais tarde, depois de enfrentar crises financeiras, a doença de um de seus donos entre outros problemas, a Kikoler foi fechada, em 1991.

Durante os anos de auge do plastimodelismo no Brasil, outras marcas começaram a ser fabricadas nacionalmente, ajudando a facilitar, baratear e difundir ainda mais a atividade por aqui.

Estrela traz Revell para o Brasil em 1994

Em 1994, a Estrela, grande conhecida no mercado infantil hoje em dia, trouxe novamente os modelos da alemã Revell para o Brasil e começou a comercializá-los.

Atualmente, no Brasil não há nenhum fabricante de plastimodelismo em atividade. Há somente a produção de itens em resina. Mas, em compensação, há diversas lojas especializadas em plastimodelismo por todo o país. E com a facilidade da importação, e do transporte via empresas de distribuição no país, ficou mais fácil praticar a atividade e adquirir kits de todo o mundo.

Kits de plastimodelismo

O kit de plastimodelismo geralmente contém as peças, o manual de instruções para montagem e uma folha de decais. Tudo organizado dentro de uma caixa.

Plastimodelismo mais populares

Os tipos mais populares são os de: Helicópteros, Plastimodelismo de Aviões, Jato, Tanques, Carros, Motos, Barcos, Navios, Caravelas, Ficção, Star Wars, Plastimodelismo Militares, Espaciais, Fórmula 1, Competição, etc.

Há coleções das mais variadas, espalhadas pelo mundo todo e eventos específicos para reunir os apaixonados pelo plastimodelismo; seja pela montagem ou pela apreciação da arte.